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| curiosamente meus lírios dessa vez floresceram no ápice do inverno Nos dias mais frios é que começaram a soltar os pendões |
Nem
me lembro quanto tempo faz que ganhei um exemplar dessa planta..
Lírio-do-amazonas
é o seu nome , planta originária da América do Sul cultivada no
Brasil, Peru e Colômbia.
Do
pequeno exemplar que ganhei, replantei um outro vaso, ambos florescem
todos os anos.
De
fácil cultivo , não gosta de exposição direta à luz solar,
preferindo ambientes sombreados com boa luminosidade . Solo
argilo-arenoso , rico em matéria orgânica, rega adequada sem
excesso e adubamento na época da floração, traz ótimos
resultados.
O
contraste intenso das folhas de um verde intenso com as flores
alvíssimas acentua sua beleza.
Devido
à suas flores pendentes em formato de estrela, é também conhecida
como estrela-d'alva , estrela de Belém ou estrela -da-anunciação.
A floração acontece sempre no outono, início de inverno, quando
aparece um ou mais pendões que suportarão o buquê de flores.
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| lírios do meu quintal |
Difícil
não olhar para esses delicados lírios e não pensar logo na
parábola de Jesus “Olhai os lírios dos campos.”
Com
certeza, Jesus foi muito feliz com a alusão à beleza natural dos
lírios que “não trabalham nem fiam”e no entanto vestem tão
belas e alvas roupagens.
Não
estava Jesus defendendo a irresponsabilidade de uma vida sem
compromisso. Temos que entender a parábola mais a fundo, uma
linguagem figurada usada para nos dizer da obsessão que muitos podem
ter por bens materiais ,dinheiro e poder, esquecendo-se de cuidar de
sua espiritualidade.
Ficar
muito envolvido em como ganhar sempre mais, como salvar seus próprios
interesses acaba por anular a mensagem evangélica e a existência
vai ficando vazia e distante de Deus.
A
confiança na Providência Divina não nos tira responsabilidades. Ao
contrário, ela é libertadora. Nos dá maior liberdade para assumir
nossos compromissos com Deus e com a vida..
Tudo
depende de Deus, mas também da boa vontade e empenho de cada um.
"Deus
ajuda a quem cedo madruga", já diz o velho ditado!

