Hoje quero parabenizar todos os avós , criaturas dóceis , carinhosas que fazem parte do mundo mágico dos netos . Porto seguro de gerações e gerações, transbordam amor , ternura, paciência e sabedoria.
Um amor incomparável , adocicado , diferente . Avós que criam mmemórias que o coração guarda para sempre.
"Os filhos dos filhos são uma coroa para os idosos e os pais são o orgulho dos filhos "
(Pv 17: 6)
A CASA DA VOVÓ
Na casa da minha vó
ali me sinto à vontade
Já até monopolizei a TV
prá ligar meu video game
Tem sempre quitutes gostosos
sempre do melhor que há
Tem docinhos , bolos e tortas
Tanta gostosura
Que acho delícia pura
Vóvó não briga com a gente
Aprecia minhas brincadeiras
Mamãe é quem ralha sempre
Porque me acha bagunceiro
Vovó está sempre risonha
Mesmo contrariada
Tem sempre um sorriso bondoso
Me deixando mais dengoso
Um jeito de falar estranho
Que me faz rir escondido
"É centi um,centi vinte , centi trinta
centi quarenta , centi cinquenta..."
E assim segue a sequência
Jeito de falar arranjado
do pessoal do interior
Onde vovó sempre morou.
Embalados neste falar curioso
Vamos construindo frases novas
Sempre com muito respeito
Tudo acabando em risadas.
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Meus netos
Curioso como as crianças estão sempre atentas à conversa a sua volta .
Pensamos que estão distraídas com seu vídeos games ou jogos no celular enquanto a conversa rola solta entre os adultos.
De repente se escuta uma "risadinha " disfarçada . É o Lucas olhos fixos no celular , mas de antenas ligadas : Vovó falou "centi e trinta "
É o falar rápido do paulista do interior que vai adquirindo vícios de linguagem no falar do dia a dia :
E quando se vê estamos"engolindo "S" inventando palavras :"tamém , Centi "..., , "cadê ela" em vez de "onde está ela "...etc...
Falamos tão rapido que acabamos por dizer : "terminano" em vez de terminando , "Estou sainno" , em vez de estou saindo ... São tantos vícios , que vivo tentando me corrigir meu falar, mas sempre escapa algum . Muito comum isso no nosso interior paulista .
Felizmente Lucas e Maria Eduarda têm bons professores de português e pertencem a um meio cultural onde esses vícios não se aplicam.
Lucas e Maria Eduarda estão sempre atentos e fazem questão da pronúncia no plural das frase com todos os "S" m ou ns : quantos faltam..., eles foram ... e assim sucessivamente .
Me ocorreu descrever esta caracerística específica de meus netos que sempre acaba em brincadeira. Ensino, mas também aprendo muito com eles.
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Brincadeiras que fazemos para "zoar" os vícios de linguagem
Nina , "vamo dá" uma "vortinha "na praça .
Hoje tem salada de "arface ""
Lucas, vá tirar essa "carça "
Maria Eduarda , troca de "brusa "
"Vamu cumê" criançada, o "armoço" tá pronto.
E é só risada , claro brincadeiras nossas .
Eles se divertem com as descobertas que fazem na linguagem.
É na casa da vovó que o passeio a cavalo acontece
Faz tempo que o encontro dos 4 não acontece.
Estamos ansiosos , porque agora em agosto Brasil e Alemanha se encontrarão .
Sejam bm vindos , netos amados .
Vamos matar a saudade !
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